
COLETÂNIA DE POEMAS
Aqui juntarei mais alguns temas que estão pubicados na minha página pessoal e na página https://www.facebook.com/SonetosRimasPoemasEPensamentos!
POEMAS E DEVANEIOS!


Alma Nua!
Não morri!
Apenas adormeci
neste meu pesar!
Sem eira nem beira
perdi o verde
dos campos
o azul do céu
o dourado do sol!
Donde deixei minha
paleta de cores
que tanto encantei
todos os caminhos
e flores por donde passei?
E o arco íris donde listei
todas as esperanças
que inventei?
De negro me vesti
esses laços desenlacei
e me perdi!
Por esses ventos
que rompi
essas turbulências
que enfrentei
nada mais ficou
senão esse
degelo que me afoga
me sufoca
e me despe
a alma que também já perdi!
Maria Morais de Sa

Lembranças!
Boca que sorri
Lembranças queridas!
Mãos aquecidas
coração que esfria!
Aqueles momentos
voados em mim!
Ternura que espreita
bocado de ti!
Pássaro ferido
voando com o vento!
Nesse momento se
despede de mim!
Maria Morais de Sa

A dor por vezes
que seca a alma
aniquila e trama
este sentir
este estar
sem lugar a nada.
Segredos medos
mentiras roubadas
quando encontradas
ao acaso
sendo irracional
esfaqueiam matam
cansam
desencantam
o brilho outrora
retido
e que agora
só pensa em morrer!
Maria Morais de Sa

Unos!
Um sorriso
Uma palavra dócil
Um aperto de mãos
Uma carícia!
Um beijo selado com suspiros!
Um abraço repleto de ternura!
Uma troca de olhares cúmplices!
Um desejo chamado amor!
Maria Morais de Sa

Luzes!
Apagam-se as luzes!
silêncio mortal!
Um foco de luz incide sobre mim
nesse palco da vida!
Me senti eu mesmo
no meio de tantos estava sozinha...
perdida!
Declamo meu sorriso
soslaio para a frente
tentando não me enganar...
equivocar!
Mesmo sem ou com sucesso
reclamo aplausos
para sentir a sensação
da minha presença...
da minha existência!
E com meu saber aí vou...!
Minha boca abre
prolifera frases trazidas do vento
cantando como timbales martelados
em graves outras vezes agudos suaves
e o gelo rebentado aquece a alma de quem
me ouve...
me tem!
Vai que o êxtase no ponto fulcral
desce de repente!
Me perco...
me desvaneço!
Levanto minha cabeça
meus olhos cravados nessa luz!
Me alenta...
me resplandece!
E eis que me devolve a vida
o engano e por donde me senti perdida!
Me encontra...
me desabrocha!
E nesse palco da vida aí estou e estarei!
Essas luzes da ribalta e essa luz que eu vi!
Eu acredito...
tenho fé!
Que me ajudará a continuar!
Maria Morais de Sa

Lamentos!
Caminhei sob a água gelada dos lagos!
Senti queimar os raios de sol na minha pele!
Caminhei só e aventurada
bebi amargura dos meus medos!
Soltei sonhos e pesadelos
trajei mantos cobertos de chuva quente!
Levei anos carregando a sorte
e o segredo dos meus lamentos!
Enchi de esperas as nuvens negras
abri janelas soltei o dia
andei na neve da solidão
tranquei ilusões em labirintos sem volta!
Agora encerro vendavais na minha alma
lutando contra os gritos
que quase saem por minha boca!
Maria Morais de Sa

Resplendor!
Estampas-te na minha cara um sorriso
quando naquela tarde o juízo
era a ultima coisa que podíamos ter!
Essa loucura sentida
em que nossos braços se amarram
e se elevam nossos desejos
marcados nos beijos desse fluir!
Brotes de satisfação continuada
pela imensidão da luxuria por nós aturdida
e que a ternura foi o efeito mais perfeito!
Sublime traço marcado nesses lençóis
que foram manto e testemunhas desse enlace
que devemos repetir!
Queimaram as nossas preces e volúpia contínua
abriu-se o encanto da imensidão das nossas almas
que repletas e amadas suspiram
por esse resplendor até ao último dos nossos dias!
Maria Morais de Sa